Felipe Freitas defende combate a grupos criminosos após violência no Ba-Vi e fala em separar torcidas de organizações criminosas
agosto 25, 2026
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O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, afirmou que o Estado deve endurecer o enfrentamento aos grupos criminosos que utilizam o futebol como espaço
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, afirmou que o Estado deve endurecer o enfrentamento aos grupos criminosos que utilizam o futebol como espaço para organizar confrontos e praticar atos de violência. A declaração foi feita durante entrevista ao Bom Dia Feira, após os episódios de violência registrados em Salvador no último fim de semana, durante o clássico entre Bahia e Vitória.
Ao comentar as cenas de agressão que circularam nas redes sociais, Freitas demonstrou indignação e defendeu uma diferenciação clara entre torcedores e grupos envolvidos em ações criminosas.
“Quem se organiza para espancar os outros, quem marca para distribuir arma para poder atacar as pessoas, não é torcida organizada. É uma organização criminosa”, afirmou.
Secretário defende separação entre torcedores e grupos violentos
Para Felipe Freitas, as torcidas organizadas que atuam para apoiar os clubes devem ser preservadas, enquanto grupos que utilizam essas estruturas para planejar agressões e outros crimes precisam ser investigados e desarticulados.
“Vamos ter que separar o joio do trigo, vamos ter que separar o que é torcida do que é organização criminosa. As torcidas têm que ser fomentadas. Agora, organização criminosa tem que ser desmontada”, destacou.
O secretário afirmou que as Secretarias de Justiça e Direitos Humanos e de Segurança Pública vão reforçar as ações de investigação e inteligência para identificar grupos envolvidos na organização de confrontos.
Segundo Freitas, a estratégia deve incluir ainda a participação dos clubes, torcedores, Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público.
Ba-Vi é tratado como patrimônio da Bahia
Durante a entrevista, Felipe Freitas classificou o clássico entre Bahia e Vitória como um patrimônio cultural e esportivo do estado e lamentou que episódios de violência acabem ofuscando a rivalidade dentro dos estádios.
“Nós não podemos tolerar que um patrimônio da Bahia, que é o Ba-Vi, seja manchado por práticas como essa”, afirmou.
O secretário também contou que conversou com o secretário de Segurança Pública, Werner, sobre o episódio. Segundo ele, os dois, torcedores do Bahia, ficaram preocupados com a violência registrada no entorno do clássico.
Para Freitas, o combate à violência no futebol não deve ser tratado apenas como uma responsabilidade do governo. Ele defendeu uma mobilização de toda a sociedade baiana para preservar a rivalidade esportiva e impedir novos episódios de violência.
Investimentos em prevenção e segurança
Durante a entrevista ao Bom Dia Feira, Felipe Freitas também apresentou ações da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos nas áreas de prevenção à violência e ressocialização.
Em Feira de Santana, ele destacou a modernização do sistema socioeducativo e a reforma da antiga Casa Melo Matos, que passou a funcionar como Unidade Feminina Makota Valdina. O espaço atende adolescentes que cumprem medidas socioeducativas.
De acordo com o secretário, o investimento busca oferecer melhores condições para profissionais, adolescentes e familiares, além de ampliar as oportunidades de reinserção social. Ele citou ainda resultados obtidos por jovens atendidos pelo sistema, como aprovações no Enem e participação em Olimpíadas de Matemática.
Combate ao roubo de celulares
Outro assunto abordado foi a Operação Mobile e o combate ao roubo e à receptação de celulares. Felipe Freitas destacou a utilização de tecnologia e inteligência para interromper o circuito de comercialização dos aparelhos roubados.
Segundo o secretário, mais de 2,5 mil celulares foram recuperados e devolvidos aos proprietários neste ano. Para ele, além da prisão de quem pratica o roubo, é necessário combater quem compra e revende os aparelhos.
“A gente tem que cortar o circuito de revenda de celular roubado”, afirmou.
Violência também preocupa na zona rural
Felipe Freitas também falou sobre o crescimento da violência em áreas rurais e explicou que organizações criminosas têm buscado novos espaços para circulação de drogas, armas e outros produtos ilegais.
Entre as estratégias citadas estão parcerias com prefeituras, monitoramento por câmeras, uso de drones e ações integradas das polícias.
O secretário destacou como exemplo a atuação de uma patrulha quilombola em Antônio Cardoso, município próximo a Feira de Santana, criada em parceria com a prefeitura para fortalecer a segurança e a relação entre as forças policiais e as comunidades.
Ao final da entrevista, Felipe Freitas reforçou a necessidade de integração entre diferentes setores para enfrentar a criminalidade na Bahia e afirmou que o combate à violência exige ações simultâneas de repressão, inteligência e prevenção social.
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