Contador explica mudanças no CNPJ, que passa a ter letras e números
- agosto 24, 2026
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A Receita Federal iniciou uma nova etapa no cadastro de empresas no Brasil. Desde 31 de julho de 2026, os novos CNPJs passaram a utilizar uma combinação de
A Receita Federal iniciou uma nova etapa no cadastro de empresas no Brasil. Desde 31 de julho de 2026, os novos CNPJs passaram a utilizar uma combinação de
A Receita Federal iniciou uma nova etapa no cadastro de empresas no Brasil. Desde 31 de julho de 2026, os novos CNPJs passaram a utilizar uma combinação de letras e números. A mudança não atinge empresas que já possuem CNPJ exclusivamente numérico, que continuarão utilizando seus registros normalmente.
De acordo com o contador e especialista em finanças Felipe Oliveira, a alteração foi necessária diante do crescimento do número de empresas cadastradas no país. “A Receita Federal estava percebendo que a quantidade de CNPJs estava grande e essa numeração ia acabar”, explicou. Com a utilização de letras junto aos números, aumenta significativamente a quantidade de combinações disponíveis para novos registros.
Um dos pontos de atenção está na adaptação dos sistemas utilizados pelas empresas. Segundo Felipe, softwares contábeis, fiscais, trabalhistas e financeiros precisarão estar preparados para reconhecer o novo padrão. “Toda essa informática, toda essa tecnologia, ela tem que ser mudada”, destacou.
A adaptação poderá representar novos custos para as empresas, especialmente aquelas que dependem de sistemas de gestão e emissão de documentos fiscais. O especialista explica que será necessário garantir que os sistemas reconheçam tanto os CNPJs antigos quanto os novos registros alfanuméricos.
“Eles vão ter que reconhecer as novas empresas que vão chegar para elas, novas notas fiscais com novos CNPJs, e reconhecer também os CNPJs antigos”, afirmou Felipe Oliveira.
Outro ponto que pode gerar dúvidas entre os empresários é a relação com as instituições bancárias. Segundo o contador, a mudança no formato do CNPJ não deverá provocar alterações nas contas das empresas. “Os bancos divulgaram que isso não vai influenciar. As contas vão continuar da mesma forma”, explicou.
Também não há previsão de impacto direto na declaração do Imposto de Renda. Felipe avalia que os programas disponibilizados pela Receita Federal deverão estar preparados para receber os novos registros alfanuméricos.
Para os empresários que ainda têm dúvidas sobre a mudança, a orientação é buscar informações com profissionais da área contábil ou diretamente junto aos órgãos públicos responsáveis. “Se precisar de nós, estamos disponíveis”, afirmou Felipe, reforçando a importância de acompanhar as adaptações dos sistemas e procedimentos empresariais.